No primeiro tempo da
decisão do campeonato rondoniense de futebol 2012, no domingo (10),
entre o Espigão, mandante do jogo, e o Ji-Paraná, visitante, foi o
Jipa, com mais títulos estaduais conquistados, que venceu os
primeiros quarenta e cinco minutos de jogo: um a zero no placar; teve
a melhor postura em campo, inclusive a oportunidade de aumentar o
placar a seu favor.
Mas foi o Espigão que
mais finalizou e que criou as melhores oportunidades de marcar. Em
uma delas obrigou o goleiro do Jipa a praticar uma defesa milagrosa,
impedindo que a bola fosse para o fundo das redes, numa cabeçada
certeira do atacante espigãoense. Porém, pelos lances de gol
perdidos, o placar do primeiro tempo continuaria a ser do Ji-Paraná.
Quanto ao potencial das
duas equipes no primeiro tempo, o Ji-Paraná mostrou ter um time com
a defesa melhor postada em campo. O mesmo não se podia dizer do time
do Espigão, que, aliás, sofreu o gol em um lance de bola parada
(cobrança de escanteio), em que um zagueiro sobe livre para mandar a
bola para o gol com a cabeça. Sem qualquer reação dos defensores
espigãoenses.
Neneca, técnico do
Espigão, aos vinte minutos do primeiro tempo, faz uma substituição
na sua equipe. Segundo declarou na volta para o segundo tempo, por
opção tática, para melhorar a marcação de sua defesa, pois o
time veio para decisão desfalcado de laterais de ofício. A
substituição parece ter surtido pouco efeito ou quase nenhum, pois
quando o adversário descia em contra-ataques chegava com facilidade
à área adversária.
Por sua vez, o
Ji-Paraná, depois de abrir o placar tratou de fechar-se no seu meio
campo e na defesa, buscando explorar os contra-ataques e jogar nas
falhas do adversário, que passou jogar na base do chutão, sem
explorar seu centroavante, que nas poucas oportunidades que recebeu
cruzamentos com bola alta na área apresentou-se bem, cabeceando com
perigo e obrigando o goleiro jiparanaense a praticar arrojadas
defesas.
Pela melhor
regularidade apresentada no primeiro tempo, o Ji-Paraná mereceu o
placar que construiu.
Segundo tempo
Na volta para o segundo
tempo, o time do Espigão, nos primeiros cinco minutos, toca mais a
bola, consegue escanteios, mas apresenta as mesmas falhas do primeiro
tempo e perde as bolas na entrada da área adversária favorecendo
aos contra-ataques do adversário. Em um desses o ataque jipa
aproveita uma bola na frente da área e quase marca o segundo gol da
partida.
Sem jogadores para
armar as jogadas, a zaga espigãoense dá chutões para o ataque o
que favorece ao Ji-Paraná que se preocupa em jogar na retranca e
explorar as jogadas em velocidade. O jogo começa a ficar pesado, por
conta dessa baixa qualidade técnica e a falta de um esquema tático
de ambos os times. O jogo começa a ser parado a todo instante.
No desespero, o
treinador Neneca, do Espigão, coloca em campo mais um atacante na
tentativa de aumentar o poder ofensivo de sua equipe, sacrificando o
setor de defesa do seu time. Enquanto isso, o Ji-Paraná ocupa melhor
os espaços em campo, marca melhor e se defende o quanto pode.
Aos dezesseis 16
minutos do segundo tempo, de novo por falta de cobertura da defesa, o
Robson Baiano domina a bola na frente do zagueiro, invade a área e
na saída do goleiro toca a bola para o lado oposto e define a
jogada; marca o segundo gol para o Ji-Paraná no jogo.
No Espigão, Felipe
Souto substitui ao jogador Vieira, numa tentativa desesperada do
treinador Neneca de tentar reverter o placar adverso. A substituição
é a última permitida, e acontece aos vinte e um minutos, quando a
torcida espigãoense começa a se impacientar com o time e não
acreditar numa virada.
Para complicar os
planos do Espigão, o jogador Stanler, do Ji-Paraná, parte para a
grande área em velocidade é derrubado e sofre falta. O pênalti é
marcado e Leandro Rodrigues bate com confiança para marcar o
terceiro gol para o Ji-Paraná, que vai consolidando a vitória e
mais um título de campeão estadual.
Perder o jogo e o
título estadual por goleada, depois de um empate em 2 a 2 no
primeiro jogo, na casa do adversário, a torcida do Espigão do Oeste
não esperava. E aos vinte e oito minutos do segundo tempo, com três
a zero no placar para o adversário, o torcedor do campeão estadual
de 2011 não acredita mais em reação e, frustrada, começa a deixar
o estádio.
Quem foi embora antes
de o jogo terminar perdeu de ver, ao vivo, o Espigão ainda fazer
dois gols; um de seus jogadores sair de campo em ambulância, depois
de sofrer uma pancada na cabeça em disputa de bola na área, quando
o time acreditava em reverter o placar, apensar de estar perdendo por
3 a 0.
O primeiro gol do
Espigão veio aos 40 minutos, em lançamento de bola para área
adversária e indo alojar-se nas redes depois de raspar as costas do
artilheiro do time. Parecia ser o gol de honra, mas ainda aconteceu
um pênalti, convertido no segundo gol do vice-campeão de 2012.
No segundo tempo ainda
aconteceram uma queda do árbitro da partida, que lesionou o braço
esquerdo, obrigando-o a terminar de apitar a partida com o braço na
tipóia; teve a expulsão de m jogador do campeão Ji-Paraná, que
ainda fez o quarto gol nos acréscimos.
Em decisão é assim: o
torcedor tem de ficar até o fim, pois tudo pode acontecer. Quem
imaginaria que o Espigão, perdendo por três a zero fosse fazer dois
gols e sofrer mais um? Que o árbitro da partida fosse ter o braço
lesionado e que um jogador fosse deixar o campo numa ambulância? Por
isso que se diz: futebol é imprevisível.
Parabéns aos
dirigentes, jogadores e à torcida do Ji-Paraná pela conquista do
título de campeão rondoniense, o nono de sua história. O time com
mais títulos conquistados desde que o futebol rondoniense foi
profissionalizado. Uma lição para os dirigentes de futebol da
capital.
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