segunda-feira, 25 de junho de 2012

E o Vilhena surpreendeu: estréia aplicando goleada e deixa próximos adversários precavidos

Quem não acreditava, o Vilhena Esporte Clube - VEC brilhou na rodada de abertura do Campeonato Brasileiro da Série D. Uma vitória maiúscula, por 4 a 2 sobre um adversário de prestígio no cenário esportivo do Norte. Foi uma vitória sem contestação. Torcemos para que o resultado do jogo sobre os paraenses seja a motivação que o elenco vilhenense precisava para classificar-se bem na competição.

Assim como na política, o futebol da capital, Porto Velho, está longe de ter representantes com poder de fogo. Campeonato após outro e os clubes interioranos se impõem. Duas décadas se passaram e nada de um clube da capital se impor e conquistar espaço sequer no cenário esportivo estadual.

E não é culpa do presidente da federação de futebol, como querem que seja os cartolas de Porto Velho. É falta de um planejamento.

Mas, como enquanto há vida há esperança... vamos aguardar esse dia chegar.


domingo, 10 de junho de 2012

Como as equipes disputaram os dois tempos do jogo final que terminou com o Ji-Paraná campeão pela nona vez


No primeiro tempo da decisão do campeonato rondoniense de futebol 2012, no domingo (10), entre o Espigão, mandante do jogo, e o Ji-Paraná, visitante, foi o Jipa, com mais títulos estaduais conquistados, que venceu os primeiros quarenta e cinco minutos de jogo: um a zero no placar; teve a melhor postura em campo, inclusive a oportunidade de aumentar o placar a seu favor.

Mas foi o Espigão que mais finalizou e que criou as melhores oportunidades de marcar. Em uma delas obrigou o goleiro do Jipa a praticar uma defesa milagrosa, impedindo que a bola fosse para o fundo das redes, numa cabeçada certeira do atacante espigãoense. Porém, pelos lances de gol perdidos, o placar do primeiro tempo continuaria a ser do Ji-Paraná.

Quanto ao potencial das duas equipes no primeiro tempo, o Ji-Paraná mostrou ter um time com a defesa melhor postada em campo. O mesmo não se podia dizer do time do Espigão, que, aliás, sofreu o gol em um lance de bola parada (cobrança de escanteio), em que um zagueiro sobe livre para mandar a bola para o gol com a cabeça. Sem qualquer reação dos defensores espigãoenses.

Neneca, técnico do Espigão, aos vinte minutos do primeiro tempo, faz uma substituição na sua equipe. Segundo declarou na volta para o segundo tempo, por opção tática, para melhorar a marcação de sua defesa, pois o time veio para decisão desfalcado de laterais de ofício. A substituição parece ter surtido pouco efeito ou quase nenhum, pois quando o adversário descia em contra-ataques chegava com facilidade à área adversária.

Por sua vez, o Ji-Paraná, depois de abrir o placar tratou de fechar-se no seu meio campo e na defesa, buscando explorar os contra-ataques e jogar nas falhas do adversário, que passou jogar na base do chutão, sem explorar seu centroavante, que nas poucas oportunidades que recebeu cruzamentos com bola alta na área apresentou-se bem, cabeceando com perigo e obrigando o goleiro jiparanaense a praticar arrojadas defesas.

Pela melhor regularidade apresentada no primeiro tempo, o Ji-Paraná mereceu o placar que construiu.

Segundo tempo


Na volta para o segundo tempo, o time do Espigão, nos primeiros cinco minutos, toca mais a bola, consegue escanteios, mas apresenta as mesmas falhas do primeiro tempo e perde as bolas na entrada da área adversária favorecendo aos contra-ataques do adversário. Em um desses o ataque jipa aproveita uma bola na frente da área e quase marca o segundo gol da partida.

Sem jogadores para armar as jogadas, a zaga espigãoense dá chutões para o ataque o que favorece ao Ji-Paraná que se preocupa em jogar na retranca e explorar as jogadas em velocidade. O jogo começa a ficar pesado, por conta dessa baixa qualidade técnica e a falta de um esquema tático de ambos os times. O jogo começa a ser parado a todo instante.

No desespero, o treinador Neneca, do Espigão, coloca em campo mais um atacante na tentativa de aumentar o poder ofensivo de sua equipe, sacrificando o setor de defesa do seu time. Enquanto isso, o Ji-Paraná ocupa melhor os espaços em campo, marca melhor e se defende o quanto pode.

Aos dezesseis 16 minutos do segundo tempo, de novo por falta de cobertura da defesa, o Robson Baiano domina a bola na frente do zagueiro, invade a área e na saída do goleiro toca a bola para o lado oposto e define a jogada; marca o segundo gol para o Ji-Paraná no jogo.

No Espigão, Felipe Souto substitui ao jogador Vieira, numa tentativa desesperada do treinador Neneca de tentar reverter o placar adverso. A substituição é a última permitida, e acontece aos vinte e um minutos, quando a torcida espigãoense começa a se impacientar com o time e não acreditar numa virada.

Para complicar os planos do Espigão, o jogador Stanler, do Ji-Paraná, parte para a grande área em velocidade é derrubado e sofre falta. O pênalti é marcado e Leandro Rodrigues bate com confiança para marcar o terceiro gol para o Ji-Paraná, que vai consolidando a vitória e mais um título de campeão estadual.

Perder o jogo e o título estadual por goleada, depois de um empate em 2 a 2 no primeiro jogo, na casa do adversário, a torcida do Espigão do Oeste não esperava. E aos vinte e oito minutos do segundo tempo, com três a zero no placar para o adversário, o torcedor do campeão estadual de 2011 não acredita mais em reação e, frustrada, começa a deixar o estádio.

Quem foi embora antes de o jogo terminar perdeu de ver, ao vivo, o Espigão ainda fazer dois gols; um de seus jogadores sair de campo em ambulância, depois de sofrer uma pancada na cabeça em disputa de bola na área, quando o time acreditava em reverter o placar, apensar de estar perdendo por 3 a 0.

O primeiro gol do Espigão veio aos 40 minutos, em lançamento de bola para área adversária e indo alojar-se nas redes depois de raspar as costas do artilheiro do time. Parecia ser o gol de honra, mas ainda aconteceu um pênalti, convertido no segundo gol do vice-campeão de 2012.

No segundo tempo ainda aconteceram uma queda do árbitro da partida, que lesionou o braço esquerdo, obrigando-o a terminar de apitar a partida com o braço na tipóia; teve a expulsão de m jogador do campeão Ji-Paraná, que ainda fez o quarto gol nos acréscimos.

Em decisão é assim: o torcedor tem de ficar até o fim, pois tudo pode acontecer. Quem imaginaria que o Espigão, perdendo por três a zero fosse fazer dois gols e sofrer mais um? Que o árbitro da partida fosse ter o braço lesionado e que um jogador fosse deixar o campo numa ambulância? Por isso que se diz: futebol é imprevisível.

Parabéns aos dirigentes, jogadores e à torcida do Ji-Paraná pela conquista do título de campeão rondoniense, o nono de sua história. O time com mais títulos conquistados desde que o futebol rondoniense foi profissionalizado. Uma lição para os dirigentes de futebol da capital.


Clubes do interior vão continuar a dominar o futebol até quando?


por Bosco Gouveia 

Ao encerrar-se mais um campeonato rondoniense de futebol da primeira divisão vem a pergunta: o que impede os times que representam a capital não conquistarem o título de campeão ou nem disputar a final, como aconteceu, mais uma vez, nesta temporada 2012.

Os dirigentes, temporada após outra, se esforçam em montar os times, sem ajuda oficial, ou de grandes empresários, afinal estão na cidade com o maior poder econômico do Estado, porém, por mais que empenho que tenham não conseguem formar uma equipe capaz de superar as equipes interioranas, de cidades menores, sem o mesmo poder econômico.

Na busca de uma explicação conjecturamos: será que um dos motivos será a participação da torcida? No interior a imprensa está noticiando diariamente as atividades dos profissionais, o que cria uma relação entre os jogadores e o torcedor e a na capital essa cumplicidade não é a mesma? Ou um dos motivos seria a qualidade técnica dos profissionais do futebol?

Pelo que vimos na partida final do campeonato 2012, no domingo (10), a vontade de vencer tem de estar alinhada com alguma competência , ou seja, qualidade técnica dos jogadores. No jogo Espigão x Ji-Paraná, a postura do time jiparanaense foi bem diferente da que apresentou o time espigãoense.
Não queremos com isso dizer que os jogadores contratados para vestir o uniforme dos clues da capital tenham menos dedicação.

Na capital falta um time que convença quem gosta de futebol. Mas não é o que tem ocorrido. Os times montados para disputar o campeonato da primeira divisão têm sido fracos. Enquanto não for feito um trabalho voltado para o sucesso, vai continuar com o interior títulos e oportunidades de ver jogos de competições nacionais em Porto Velho como da Copa do Brasil ou do Campeonato Nacional, mesmo que sejam da série D, a última das divisões, mas a porta de entrada para se chegar à elite do futebol nacional. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Motivação para ir aos estádios e os critérios para os clubes representarem Rondônia nas competições nacionais


Está longe o dia em que o rondoniense vai ter motivação para ir aos estádios de futebol e os clubes locais terem times para conquistar títulos, ranking e prestígio no cenário futebolístico nacional. Mais distante ainda está o dia em que teremos um participante nas competições nacionais promovidas pela CBF, exceto na Copa do Brasil que tem as despesas custeadas pela Confederação e a cota de uma única partida dá para montar o time para disputar até o campeonato estadual. 

Outro dia dirigentes de um clube da capital, Porto Velho, declarou que a participação na quarta divisão do campeonato brasileiro/série D não interessava, mas a Copra do Brasil. Ou seja, ser campeão estadual é o que importa, para poder botar a mão na grana que a CBF libera. 

Assim, tanto faz garantir a vaga da Série D para quem termina em primeiro nos jogos de ida da primeira fase do campeonato ou ao vice-campeão da competição, que seria o melhor critério, pois premiaria a segunda melhor equipe da competição. 

Cabe crítica aos dirigentes dos clubes da divisão especial do futebol rondoniense concordarem com os critérios propostos pela Federação de Futebol de premiar com o direito a disputar a quarta divisão do futebol nacional o clube que fizer mais pontos na primeira volta do estadual. 

Como não faz a menor diferença premiar o primeiro, o segundo ou o último colocado no campeonato estadual, até porque qualquer os clubes não têm mesmo condições nem caixa para participarem da competição, aí estã a razão dos dirigentes aceitarem tudo que a FFER oferecer. 


VEC comemora vaga na Séria D, apesar da presença na competição ser remota

Torcedor do VEC comemora a conquista da vaga para disputar a quarta divisão do Campeonato Brasileiro / Série D, competição que dá prestígio ao clube, além de ser a porta de entrada para se chegar à elite do futebol nacional e internacional: a Série A e as competições sulamericanas.

O que o torcedor nem desconfia é que a quarta divisão do futebol nacional é custeada pelos clubes participantes. Neste caso, um problema para o VEC disputar esta competição a considerar as dificuldades que sua diretoria enfrenta para montar e manter o time na disputa do campeonato estadual.

Se o VEC vai disputar ou não a competição é outra história. O fato é que conquistou o direito de participar do campeonato por mérito e muito esforço de seus jogadores e comissão técnica. Para Rondônia seria muito bom ter um time na disputa da Série D, mas está é uma possibilidade remota.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Transporte coletivo para o torcedor nos dias de jogos em Porto Velho


Genus e Moto Clube abrem, no dia 18 de março, em Porto Velho, a disputa do Campeonato Estadual de Futebol profissional da temporada 2012. O jogo é um clássico e deveria levar um público recorde ao estádio Aluízio Ferreira.

Acontece que não se tem notícias de que os dirigentes de ambos os clubes estejam mobilizados no sentido de facilitar o acesso dos torcedores que dependem do transporte coletivo ao estádio nos dias de jogos de suas equipes.

Não será necessário as empresas colocarem ônibus extras ou criar linhas exclusivas para para o estádio. /Será suficiente alongar o roteiro das suas linhas para que passem no entorno do estádio, nos dias de jogos, ao menos uma hora antes do início do jogo e uma uma hora depois do horário do término.

Nos primeiros jogos, a procura pode ser pouca. Porém, ao ter certeza de que haverá ônibus circulando para o estádio nos dias de jogos, o torcedor sentirá segurança em programar-se para marcar presença no evento.

Cabe aos dirigentes dos dois clubes de Porto Velho procurarem as empresas que exploram o transporte coletivo na cidade no sentido de firmarem a parceria.

É preciso envolver a cidade na disputa do campeonato. Somente dessa forma teremos bom público nos jogos dos times locais.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

CORRIDA DE MASCOTES DE TIMES PERNAMBUCANOS

Sabe o Ibis, aquele time de futebol pernambucano famoso por ser o pior time do mundo e não ganhar de ninguém, no sábado, em Olinda/PE foi disputada uma corrida dos mascotes dos times pernambucanos. O mascote do Ibis participou, Vinha ganhando a disputa quando, quando, a poucos metros da linha de de chegada tropeçou e caiu perdendo a corrida para o representante do América.

Clique aqui para conferir o vídeo http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=22DtoQ7Y_Y0

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O novo calendário para o futebol que a CBF pretende estabelecer

O noticiário esportivo nacional tem sido farto de informações dando conta de um calendário esportivo que a Confederação Brasileira de Futebol está elaborando para manter os profissionais do futebol mais tempo em atividade e com contratos mais longos ou duradouros.
A melhor das notícias que tomou conta do noticiário esportivo nesta semana refere-se ao anuncio, pela CBF, da nova fórmula de disputa do campepnato nacional da terceira divisão - Série C. Pelo anúncio, os clubes que vão disputar o brasileirão da Série C vão ter passagens para até 25 integrantes de uma equipe - jogadores e comissão técnica. É uma ajuda e tanto.
Mas, o que a diretoria da CBF tem analisado nos últimos dias é a proposta dos clubes que participam apenas dsa campeonatos estdais e ficam os demais meses do ano parado, é de que série D tenha seus iguais no período dos da séires A, B e C. E, se assim for decidido, rondonia corre o risco de não ter um representante para participar dessa que é última categoria, mas a primeira chance de disputar uma competição nacional.

Correria! Vai ter bola rolando nos gramados de Rondônia

Um dos últimos (senão o último) campeonato estadual a começar, o início do campeonato de futebol profissional rondoniense da temporada 2012 está bem aí. Os dirigentes dos clubes correm de um lado para outro no sentido de montar as equipes que vão mandar a campo. No interior do Estado, por falta de recursos, a maioria dos clubes participantes do campeonato vai trazer de volta aos gramados praticamente os jogadores que disputaram o campeonato de 2011.
Bem, mas tem sido assim nos últimos vinte e tantos anos (daqui há uns dias, serão três décadas). Alguém vai dizer: mais que cara chato:? Só sabe criticar? Não vê o lado bom da competição?
Respeitamos as opiniões, mas, não há como concordar com essa mesmice de todos os anos. Tem aqueles que responsabilizam a Federação de Futebol por não termos campeonatos com jogos que encham a vista; que lotem os estádios ( e, olha, nem seria tão dificil assim. Na capital, Porto Velho, por exemplo, o Aluizão cabe, apertando-se, umas 7 a 8 mil pessoas, não mais que isso).
No vizinho Estado do Acre temos um bom exemplo de como se pode organizar e ter um campeonato com jogos que levam as pessoas (torcedor ou simplesmente quem gosta de uma partida de futebol) aos estádios. Lá os governos: municipal (Prefeituras, da Capital e do interior) e estadual dão a sua contribuição par manter o futebol em evidência. E, nem precisa usar o dinheiro público. São os incentivos fiscais concedidos às empresas locais para que estas destinem recursos aos clubes, ou diretamente, por meio da publicidade institucional.
O certo é que estamos iniciando o segundo ano de uma nova década de futebol decadente, sem perspectiva. Uma pena mesmo, pois abneagados dirigentes do futebol, empresários e profissionais da comunicação e governo se juntassem para mudar esse panorama, tenham todos certeza, restauraríamos a boa imagem que um dia teve o futebol rondoniense.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Esporte em Rondônia - Há pouca criatividade e audácia. É preciso coragem e determinação, um plano estratégico mínimo

Um cronista esportivo, qualquer que seja o profissional de imprensa ou o cidadão comum manifestar a opinião de que "há pouca criatividade e audácia" por parte de um órgão de gestão pública estadual para tratar das questões relacionadas, no caso ao esporte rondoniese, é compreensível e elogiável. Agora, manifestada por um governador, ou seja, pela pesssoa que legitimada pela vontade popular para comandar a estrutura do Estado; com a função e a obrigação de oferecer aos rondonienses condições de se viver bem, aí incluído o lazer e a diversão, ah! isso é inaceitável; inadmissível.

Alguém precisa acordar o nosso governador do sono profundo que dorme; desencatá-lo; estalar os dedos perante ele para que desperte do transe hipnótico em que se encontra após um ano de posse no cargo de governador do Estado de Rondônia.
Devemos considerar uma afronta à inteligência dos rondonienses essas declarações feitas pelo senhor governador Confúcio Moura referindo-se à Secretaria de Esportes, Cultura e Lazer do seu governo.

Criticar o titular da pasta e sua equipe de trabalho é muito cômodo. Será que a autoridade que critica seu próprio governo, até agora, deu condições para que o titular da pasta criticada seja criativo ? Terá o secretário de Esportes respaldo do governante para ser audacioso? Qual a política pública ou o programa de trabalho que o governador trouxe para implantar nos quatro anos (agora restando apenas três) à frente do Governo do Estado?

Como se pode constatar, está distante e muito distante ainda o tempo em que o Esporte em Rondônia se pareça, ao menos com o do nosso vizinho Estado do Acre.
Sem apoio governametal; sem envolvimento da classe empresarial; sem uma política pública ao menos que proporcione oportunidades aos nossos talentos em todos os níveis: do atleta aos dirigentes esportivos, vai terminar ano e começar outro do mesmo jeito, ou seja, sem perspectiva alguma.

Em 2012 a novidade é o a declaração pública (lamentável) de incompetência do Governo para gerir, dentre outras pastas, as do esporte.

E, olhem, que o Estado Rondônia e, em particular, sua Capital, Porto Velho, é a terra das super cifras: os recursos que aportam por aqui são sempre em milhões e bilhões (usinas, viadutos, pontes, campanhas eleitorais...) a execção é o nos esportes: para estes não se fala em aportes, mas em "timidez enorme, em pouca criatividade, na falta de audácia".

A timidez reconhecida pelo Governo em relação ao esporte rondoniense


Do discurso bonito, político e cativador do governador rondoniense, Confúcio Moura (divulgado em sue blog) sobre o valor e importância do esporte , citando exemplos de Cuba e de políticas públicas de outras unidades federativas do Brasil, recorto a seguinte parte:

"Aqui, em Rondônia, vejo que se pode fazer muito mais. Há uma timidez enorme por parte do próprio governo através da sua Secretaria. Há pouca criatividade e audácia. É preciso coragem e determinação, um plano estratégico mínimo, um singelo debate estadual nas principais cidades e se ousar a transformar as iniciativas voluntárias, em cadeia, numa política ousada, envolvente, motivadora para que o esporte, pelo menos o amador. A iniciativa esportiva nas escolas seja algo revolucionário e exemplar".

É engraçado. O que ele (Confúcio), governador, fez até o momento para acabar com a "timidez" do seu governo, através da Secretaria de Esportes, Cultura e Lazer ? Fala como se não fosse governador. Quando assumiu o cargo deveria ter trazido consigo um programa para o esporte no Estado e não, depois de um ano de mandato, ter a petulância de acusar as pessoas junto com as quais assumiu o dever de governar o estado de serem incompetentes. Sim, porque dizer que há timidez de seus colaboradores é o mesmo que afirmar não terem competência promover mudanças, para gerenciar a pasta a qual lhes foram entregues.

Pelo visto, para o Esporte rondoniense, teremos mais um Governo de faz de conta.

Pois, sem efetivo incentivo e apoio governamental, a tendência do esporte no Estado de Rondônia é continuar padecendo do mal da inanição.

Esporte em Rondônia - Há pouca criatividade e audácia. É preciso coragem e determinação, um plano estratégico

Um cronista esportivo, qualquer que seja o profissional de imprensa ou o cidadão comum manifestar a opinião de que "há pouca criatividade e audácia" por parte de um órgão de gestão pública estadual para tratar das questões relacionadas, no caso ao esporte rondoniese, é compreensível e elogiável. Agora, manifestada por um governador, ou seja, pela pesssoa que legitimada pela vontade popular para comandar a estrutura do Estado; com a função e a obrigação de oferecer aos rondonienses condições de se viver bem, aí incluído o lazer e a diversão, ah! isso é inaceitável; inadimissível.

Alguém precisa acordar o nosso governador do sono profundo que dorme; desencatá-lo; estalar os dedos perante ele para que desperte do transe hipnótico em que se encontra após um ano de posse no cargo de governador do Estado de Rondônia.

Devemos considerar uma afronta à inteligência dos rondonienses essas declarações feitas pelo senhor governador Confúcio Moura referindo-se à Secretaria de Esportes, Cultura e Lazer do seu governo.

Criticar o titular da pasta e sua equipe de trabalho é muito cômodo. Será que a autoridade que critica seu próprio governo, até agora, deu condições para que o titular da pasta criticada seja criativo ? Terá o secretário de Esportes respaldo do governante para ser audacioso? Qual a política pública ou o programa de trabalho que o governador trouxe para implantar nos quatro anos (agora restando apenas três) à frente do Governo do Estado?

Como se pode constatar, está distante e muito distante ainda o tempo em que o Esporte em Rondônia se pareça, ao menos com o do nosso vizinho Estado do Acre.
Sem apoio governametal; sem envolvimento da classe empresarial; sem uma política pública ao menos que proporcione oportunidades aos nossos talentos em todos os níveis: do atleta aos dirigentes esportivos, vai terminar ano e começar outro do mesmo jeito, ou seja, sem perspectiva alguma.

Em 2012 a novidade é o a declaração pública (lamentável) de incompetência do Governo para gerir, dentre outras pastas, as do esporte.

E, olhem, que o Estado Rondônia e, em particular, sua Capital, Porto Velho, é a terra das super cifras: os recursos que aportam por aqui são sempre em milhões e bilhões (usinas, viadutos, pontes, campanhas eleitorais...) a execção é o nos esportes: para estes não se fala em aportes, mas em "timidez enorme, em pouca criatividade, na falta de audácia".